SISTEMA GENITAL

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SISTEMA GENITAL

O sistema genital ou sistema reprodutor é formado por um conjunto de órgãos, responsáveis pela produção de gametas e hormônios sexuais secundários que trabalham em conjunto com a finalidade de reprodução da espécie. O ser humano apresenta a reprodução sexuada e é por meio dela que existe uma troca de material genético entre indivíduos da mesma espécie. Através da junção do óvulo (células tronco que possuem no seu interior os nutrientes essenciais para o desenvolvimento do embrião) com os espermatozoides (células pequenas), pode-se criar um novo ser humano.

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Obs: “Entende-se por reprodução a capacidade de os seres vivos gerarem outros indivíduos da mesma espécie e com as mesmas características, em que o material genético é passado de geração a geração.”

 

SISTEMA GENITAL MASCULINO

Composto pelos órgãos sexuais primários, ou seja, por dois testículos ou testes (são as gônadas masculinas), que produzem hormônios e espermatozoides; E pelos órgãos sexuais secundários, que são os ductos ou vias espermáticas (responsáveis pelo armazenamento ou condução dos espermatozoides para o exterior no momento da ejaculação); as glândulas sexuais acessórias (que tem a função de produzir o sêmen), o pênis (órgão de cópula) e outras estruturas, assim como, os caracteres sexuais secundários que são considerados atrativos sexuais, compostos pelo físico, pelos do corpo e tom de voz.

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ESCROTO

O escroto é uma bolsa localizada abaixo da sínfise púbica, que internamente está dividida em dois sacos para abrigar os testículos. É formada por uma pele frouxa e pigmentada com a presença de pelos, fáscia superficial e musculatura lisa, com a função de suportar os testículos.

Para desempenhar corretamente seu papel, o escroto se contrai através das fibras musculares para manter a temperatura ideal ao testículo (abaixo da temperatura corporal), já que o mesmo encontra-se fora da cavidade corporal. Dessa forma, na exposição ao frio ou até mesmo durante o momento de relação sexual, o escroto movimenta-se com o intuito de aproximar o testículo para próximo da cavidade pélvica. Caso exposto ao calor, o processo se reverte automaticamente.

TESTÍCULOS

Ainda no desenvolvimento fetal, os testículos são formados na parede abdominal posterior do embrião. Inicia sua descida para o escroto geralmente no primeiro mês do desenvolvimento do feto. Esse par de gônadas possui forma oval; são divididos em lóbulos (200 a 300) e recobertos por uma cápsula fibrosa esbranquiçada.

Sua função é produzir os espermatozoides (em media 300 milhões ao dia e, quando ejaculados, possuem uma expectativa de vida de 48 horas), os gametas e o hormônio testosterona (sintetizado a partir do colesterol e responsável pelas características sexuais masculinas).

DUCTOS

Formados pelos túbulos seminíferos contorcidos, túbulos seminíferos retos e a rede do testículo. Os espermatozoides são transportados pelos túbulos seminíferos contorcidos ate os túbulos seminíferos retos e, em seguida, para a rede do testículo que por sua vez, possui cílios que ajudam na movimentação do material; dessa forma, os espermatozoides saem dos testículos e chegam até o epidídimo.

EPIDÍDIMO

Órgão em formato de “C” que se encontra fixo à parte posterior do testículo, sendo facilmente palpável, forma o início da via de condução espermática. Sendo este o responsável pela maturação dos espermatozoides e também de seu armazenamento por até um mês, após esse período são eliminados ou reabsorvidos.

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DUCTO DEFERENTE

É a continuação do ducto do epidídimo, ligado diretamente à cauda do epidídimo. Possui seu percurso ascendendo ao longo da margem posterior dos testículos, passa pela região pélvica até chegar ao canal inguinal (ligando-se a vasos sanguíneos, linfáticos e nervos), passa então por baixo da superfície posterior da bexiga urinaria onde se encontra com o ducto excretor da glândula seminal, dando origem ao ducto ejaculatório.

Pode armazenar os espermatozoides por meses, levando-os à uretra (através dos ductos ejaculatórios) durante a ejaculação por meio de contrações peristálticas; caso não sejam eliminados, os espermatozoides passam a ser reabsorvidos.

URETRA

É um tubo alongado utilizado como via de condução de esperma e urina. Dividido em uretra prostática, membranácea e esponjosa respectivamente, tem seu início ao sair da bexiga, passa pela próstata, pelo assoalho pélvico e pelo pênis.

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GLÂNDULAS SEXUAIS ACESSÓRIAS

  • Glândulas seminais: bolsas pareadas situadas na parte posterior e inferior da bexiga urinária. Produz uma secreção (formada por frutose, prostaglandinas e proteínas de coagulação) que tem a função de ativar e nutrir os espermatozoides, auxiliando na formação do sêmen. Quando eliminada, a secreção passa pelo ducto excretor, ducto deferente e ducto ejaculatório até chegar à uretra.
  • Glândulas bulbouretrais: glândulas pareadas com o tamanho aproximado a uma ervilha. Localizam-se no assoalho pélvico, inferiormente à bexiga. Secreta um líquido seroso, que compõe o sêmen, liberado no momento da ereção com o intuito de neutralizar o pH da uretra, a fim de promover uma passagem segura e protegida do espermatozoide. Produz também um líquido que lubrifica a extremidade do pênis no momento do ato sexual.
  • Sêmen: líquido formado pela mistura de espermatozoides e secreções das glândulas acessórias com pH levemente alcalino. Seu volume médio em cada ejaculação é de 2,5 a 5 mL, contendo por volta de 50 a 150 milhões/mL. É responsável pelo transporte dos espermatozoides (nutridos) e possui também a função de neutralizar o pH ácido da uretra masculina e da vagina.
  • Ereção: ocorre através do ingurgitamento do tecido erétil por sangue, ou seja o volume de sangue que entra nas artérias (por ação da vasodilatação) é maior que o drenado pelas veias, (por ação da vasoconstrição); todo esse processo acontece por meio da ação do sistema nervoso central (hipotálamo e porção sacral da medula espinal).
  • Ejaculação: caracteriza-se pela expulsão do sêmen através da uretra do pênis. Acontece através da ação da inervação simpática dos órgãos genitais acessórios, que por ação das fricções rítmicas dessas estruturas transmitem impulsos sensitivos ao tálamo e ao córtex cerebral.
  • Próstata: glândula única em formato de anel com tamanho aproximado de uma noz. Localiza-se abaixo da bexiga, porém na porção superior da uretra. É responsável pela produção de um fluido leitoso que auxilia na viabilidade e mobilidade dos espermatozoides, e penetrar na uretra através de pequenas glândulas localizadas em seu interior, contribuindo para um aumento significativo (em média 25%) da quantidade do sêmen.

PÊNIS

Órgão masculino responsável pela cópula. É composto de raiz (ligada à pelve), corpo e glande do pênis (recoberta por uma pele frouxa chamada de prepúcio) e também de três massas de tecido erétil, sendo duas massas dorsais (corpos cavernosos) e uma massa ventral (corpo esponjoso) por onde passa a uretra. Essas massas são formadas por tecido erétil, contendo seios sanguíneos, que ao se encherem de sangue (dilatação reflexo parassimpático), por meio da estimulação sexual, causam o fenômeno da ereção (momento em que o pênis passa de estado de flacidez para o estado de rigidez).

Para que ocorra a liberação de espermatozoides sem contato com a urina, o esfíncter (formado por musculatura lisa), que se localiza na base da bexiga urinária, fecha-se durante a ejaculação; dessa forma também evita que os espermatozoides entrem na bexiga urinaria.

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PUBERDADE MASCULINA

A puberdade masculina é caracterizada pelo aumento dos níveis hormonais de LH, FSH e testosterona, por volta dos 10 a 11 anos de idade e termina em média aos 15 – 17 anos de idade. O aumento de secreção da testosterona origina uma série de modificações anatômicas e funcionais no organismo. Caracteriza-se inicialmente pelo aumento dos testículos e posteriormente do pênis; há também alteração dos órgãos internos e início da espermatogênese. Essas modificações, devido ao aumento da testosterona, ainda incluem o crescimento ósseo e muscular.

 

SISTEMA GENITAL FEMININO

Os órgãos femininos de reprodução são compostos por ovários (gônadas femininas), hormônios sexuais femininos (estrógeno, progesterona, inibina e relaxina), tubas uterinas (trompas de falópio), útero, vagina e órgãos genitais externos, denominados de vulva ou pudendo, caracterizados pelo monte púbis, lábios maiores do pudendo, lábios menores do pudendo, clitóris, bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares.

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OVÁRIOS

Órgãos (gônadas femininas) pareados que se localizam um à direita e outro à esquerda do útero; são mantidos no lugar por meio dos ligamentos suspensórios, largos e ováricos. São responsáveis pela produção e liberação dos gametas femininos (óvulos) e hormônios, como os estrógenos (hormônios responsáveis pelas características sexuais femininas). 

Os ovários possuem um hilo por onde entram vasos linfáticos, sanguíneos e nervos, são compostos das seguintes partes: epitélio, estroma, folículos ováricos (ovócitos, células foliculares, granulosas), folículo maduro e corpo lúteo. 

TUBAS UTERINAS

Também em número de dois (localizando-se lateralmente ao útero em posição de direita e esquerda), são classificadas como tubos responsáveis pela condução do óvulo (ovócitos secundários) dos ovários ao útero e como via de condução dos espermatozoides.

São divididas em:

    • Infundíbulo: parte extrema das tubas, com proximidade aos ovários. Possuem aparência de funil;
    • Fimbrias: projeções digitais com a função de auxiliar na coleção dos ovócitos para o interior da tuba após a ovulação;
    • Istmo: porção mais próxima ao útero; 
    • Ampola: local onde geralmente ocorre a fecundação.

Obs: Ovulação é o nome que se dá ao processo que ocorre uma vez ao mês, quando há o rompimento do folículo maduro e liberação do óvulo. Tal ovócito é capturado pelas fímbrias pelo movimento ciliar e transportado através da tuba pelos cílios de seu revestimento mucoso e contrações peristálticas da túnica muscular. 

Após a ovulação, fertilização deste óvulo pode ocorrer em até 24 horas, migrando para o útero em até 7 dias após o processo. Caso este óvulo não seja fertilizado é desintegrado junto à menstruação. 

ÚTERO

Em formato de pera invertida, localiza-se entre a bexiga urinária e o reto. Caracteriza-se pelo local onde ocorre a menstruação (na ausência de gestação), implantação do óvulo fertilizado, desenvolvimento do feto e trabalho de parto.

É dividido entre fundo (porção acima das tubas), corpo (porção central) e colo (porção final e estreita que se abre para a vagina). A parte interna do corpo uterino é chamada de cavidade uterina.

Já em relação as suas camadas, é divido em perimétrio (camada externa), miométrio (camada muscular lisa intermediária) e endométrio (camada interna). Ainda no endométrio, há uma túnica mucosa com duas camadas de funções distintas: estrato basal (camada próxima ao miométrio) e estrato funcional (utilizado para revestir a cavidade e nutrir o feto); caso essa camada não seja utilizada, será desprezada com a menstruação.

Para manter-se em posição, utiliza-se de vários ligamentos (largo, uterossacral, cardial e redondo). O útero é irrigado pelas artérias uterinas que penetram profundamente no miométrio e dividem-se em arteríolas retas, para atender as necessidades de regeneração do estrato basal, e em arteríolas espirais, que invadem o estrato funcional e causam alterações durante o ciclo menstrual. Para sair do útero, o sangue utiliza-se das veias uterinas.

VAGINA

Localiza-se entre a bexiga urinária e o reto, possui pH ácido que dificulta o crescimento microbiano. É formada por um recesso que circunda o colo uterino, chamado de fórnice da vagina; por rugas constituídas de uma túnica mucosa igual a do útero e colo que se dobram transversalmente; e pelo óstio vaginal, caracterizado pela abertura para o meio externo. Nesse local pode haver uma fina camada de túnica mucosa, chamada de hímen.

A vagina tem como função permitir a passagem do fluxo menstrual e do feto, além de agir como abrigo do pênis no ato sexual.

VULVA

A vulva ou pudendo é formada pelos órgãos sexuais femininos externos que são compostos por:

  • Monte púbis: composto por tecido adiposo e recoberto por pelos grossos, tem a função de proteger a sínfise púbica contra choques.
  • Lábios maiores: dobras longitudinais de pele que partem do monte púbis, contêm pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas.
  • Lábios menores: duas dobras de pele, formadas por grande número de glândulas sebáceas, não contêm pelos e há poucas glândulas sudoríparas.
  • Clitóris: localiza-se próximo à junção dos lábios menores, caracteriza-se por uma massa cilíndrica com tecido erétil e nervos. É coberto por uma camada de pele que se forma com a junção dos lábios menores, chamado de prepúcio do clitóris.
  • Vestíbulo: região entre os lábios menores, onde se encontram o hímen (quando há), o óstio da vagina, óstio externo da uretra e as glândulas uretrais e vestibulares maiores.
  • Glande: porção externa do clitóris.

Obs: Tanto o clitóris como a glande do pênis possuem funções equivalentes, pois conseguem aumentar de tamanho através de estimulação tátil, exercendo um papel importante na excitação sexual.

PERÍNEO

Formado pelos órgãos genitais externos e ânus. Tem sua localização na região inferior do tronco, especificamente entre as coxas (região anterior) e as nádegas (região posterior), formato de losango, sendo comum em homens e mulheres. 

PUBERDADE FEMININA

A puberdade feminina é caracterizada pelo aumento dos níveis hormonais de LH, FSH e estrógenos, por volta dos 7 anos de idade. Esse aumento está associado à sonolência e ao aumento de estrógenos produzidos pelos ovários, dando origem à sequência de modificações que ocorrerão no organismo feminino. Essas alterações são chamadas de características sexuais secundárias e são demonstradas através de: distribuição de gordura pelas mamas, abdome, monte púbis e quadril; aumento da vascularização tecidual; variação do tom de voz; alteração do padrão dos cabelos e alargamento dos quadris. Porém, o primeiro sinal dessa puberdade é o aparecimento das mamas. O estrógeno também estimula o aumento das tubas uterinas, do útero e da vagina, propiciando a menarca (primeira menstruação) que ocorre por volta dos 12 anos de idade.

MAMAS

São glândulas sudoríparas modificadas, chamadas de glândulas mamárias. Localizam-se sobre o músculo peitoral maior e serrátil anterior, ligadas por um tecido conjuntivo. Cada mama possui internamente de 15 a 20 lobos, com lóbulos menores secretores de leite nos alvéolos, separados e suspensos pelos ligamentos suspensores mamários. O leite produzido é transportado pelos ductos até os mamilos (papilas mamarias) localizados na aréola. A aréola é uma área circular de pele pigmentada ao redor do mamilo.

Na puberdade, sob a influência do estrógeno, as mamas femininas desenvolvem-se. Ocorre então um depósito de gordura, aumento dos ductos, dos mamilos e da aréola.

Sua função é de produzir e ejetar leite através de um processo chamado de lactação. Esse processo é originado principalmente pela secreção do hormônio prolactina, pela redução dos níveis de progesterona e estrógeno após o parto e continua em resposta à sucção do recém-nascido.

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CICLO REPRODUTIVO FEMININO

Composto pelos ciclos menstrual, ovariano e hormonal. Caracterizam-se pela regulação dos ciclos pelos próprios ciclos hormonais e ovarianos.

O ciclo menstrual ocorre mensalmente e provoca várias alterações no endométrio da mulher não gravida. Mensalmente, o útero prepara-se para receber o óvulo fecundado, quando isso não ocorre o estrato funcional desloca-se, ocasionando a menstruação.

Menstruação é a perda mensal de sangue composto por líquido tecidual, muco e células epiteliais, causada pela redução de estrógeno e progesterona devido a não fertilização do óvulo. O ciclo ovariano é caracterizado pelos inúmeros eventos relacionados à maturação de um ovócito, mensalmente.

A regulação hormonal é o controle do ciclo menstrual e ovariano realizado pelo hormônio de liberação da gonadotrofina (GnRH), do hipotálamo. A gonadotrofina estimula a liberação do FSH (hormônio folículo-estimulante) e do LH (hormônio luteinizante) da adeno-hipófise.

O FSH participa na estimulação inicial de estrógenos por meio dos folículos em crescimento.

Já o LH: Estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos e sua secreção de estrógenos; Provoca a ovulação; Realiza a promoção do corpo lúteo; Estimula a produção de inibina, relaxina, estrógeno  e progesterona, pelo corpo lúteo.

O estrógeno é secretado pelas células foliculares e atua no desenvolvimento e na manutenção das estruturas genitais femininas (principalmente endométrio) , das características sexuais secundárias femininas, mamas, no controle do equilíbrio dos fluidos e eletrólitos e aumenta o anabolismo proteico (por meio do hormônio do crescimento humano).

Níveis controlados de estrogênio na corrente sanguínea inibem a liberação de GnRH, que por sua vez, inibe a secreção de FSH.

A progesterona é secretada principalmente pelo corpo lúteo; atua no preparo do endométrio para implantação do óvulo fertilizado e das glândulas mamárias para a secreção do leite. Os níveis elevados de progesterona inibem a GnRH e o LH.

A inibina é secretada pelo corpo lúteo e pelos folículos em crescimento. Tem a função de inibir a secreção de FSH e LH (esse menor proporção).

A relaxina é produzida e secretada pelo corpo lúteo e pela placenta durante a gravidez, o que facilita o parto por meio do relaxamento da sínfise púbica e dilatação do colo uterino.

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FASE MENSTRUAL

É chamada também de menstruação e dura cerca de 5 dias (primeiros) do ciclo. O primeiro dia da menstruação marca o primeiro dia do ciclo menstrual. O ciclo menstrual varia de 24 a 35 dias (geralmente 28 dias) e pode ser dividido em três fases chamadas de:

Menstrual: dura cerca de 5 dias do ciclo e caracteriza-se pela perda de sangue, pelo útero, devido à não fertilização do óvulo produzido;

Pré-ovulatória: ocorre do primeiro dia da menstruação até o dia da ovulação. Nesse período, ocorre o espessamento do endométrio, com proliferação de camadas celulares, vasos sanguíneos e ácinos mucosos, formando no interior da cavidade uterina um ambiente pronto, qualificado e destinado a receber o óvulo fecundado. Nessa fase, o tecido endometrial se restabelece;

Pós-ovulatória: ocorre a partir da ovulação até o primeiro dia da menstruação seguinte, às vezes, esse ciclo é chamado de fase pré-menstrual.

Ovulação: ruptura do folículo maduro (de Graaf) e liberação do ovócito secundário no interior da cavidade peritoneal. Esse evento geralmente acontece no 14º dia de um ciclo de 28 dias, por meio da ação do hipotálamo que é estimulado pelos estrogênios (em níveis elevados), libera mais GnRH e da adeno-hipófise, que produz mais LH.

O GnRH provoca a liberação de FSH e LH, pela adeno-hipófise. Níveis elevados de LH promovem a ruptura do folículo maduro e a expulsão do ovócito secundário, esse por sua vez é sugado para o interior das tubas uterinas. Caso isso não ocorra, o ovócito desintegra-se na cavidade peritoneal.

Após o processo de ovulação, ocorre a formação do corpo lúteo, composto pelo colapso do folículo maduro que em seu interior possui um coágulo devido a sua ruptura, chamado de corpo hemorrágico. Esse coágulo é reabsorvido pelas células foliculares que restam e aumentam de tamanho, sob a ação do LH.

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CLIMATÉRIO E MENOPAUSA

Climatério é o período em que o ciclo menstrual começa a ficar irregular e infrequente. Tem seu início por volta dos 40 a 50 anos de idade na mulher e sinaliza o surgimento da menopausa.

A menopausa é a ultima menstruação da mulher. Ocorre devido à degeneração dos ovários envelhecidos. Nessa fase entre climatério e menopausa, os sintomas característicos que podem acontecer são; cefaleia, sudorese acentuada, insônia e instabilidade emocional. 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Profª Me. MÁRCIA PRAIA,  Anatomia e Fisiologia Humana. Amazonas: Manaus, 2016/2017.