SISTEMA ESQUELÉTICO

SISTEMA ESQUELÉTICO

 

O Sistema Esquelético é formado por um conjunto de ossos, cartilagens e articulações que se interligam entre si, para proteger os órgãos que compõem o corpo humano, formando assim o arcabouço do (esqueleto humano) as ligações desse conjunto contribuem para a sua movimentação. O estudo da estrutura óssea e o tratamento dos distúrbios ósseos é chamado de osteologia nome proveniente do grego.

OSTÉON: Osso

LOGOS: Estudo de/Ciência

Etimologia: Estudo dos ossos.

Conceito de ossos: Ossos são órgãos esbranquiçados, duros unindo-se aos outros, por intermédio das articulações que constituem o Esqueleto.

Conceito de cartilagem: É uma forma elástica de tecido conectivo semirrígido.

Obs: O esqueleto é parte inativa do aparelho locomotor. Um indivíduo nasce com aproximadamente 270 ossos; à medida que cresce e se desenvolve, alguns ossos fundem-se e quando adulto, apresenta cerca de 206 ossos. Cada osso é um órgão individual que cumpre sua função dentro do sistema esquelético.

 

FUNÇÃO DO ESQUELETO

  • PROTEÇÃO
  • SUSTENTAÇÃO E FIXAÇÃO DOS MÚSCULOS
  • SISTEMA DE ALAVANCA
  • ARMAZENAMENTO DE GORDURA E MINERAIS
  • HEMATOPOIÉTICA (PROD. DE SANGUE)

PROTEÇÃO

O sistema ósseo também protege os órgãos internos dos traumatismos do exterior. O encéfalo é protegido pelo crânio, a medula espinal pela coluna vertebral, o coração e os pulmões pelo gradil costal, composto por costelas e o osso esterno, os órgãos pélvicos são protegidos pelos ossos do quadril, que formam a cavidade pélvica.

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SUSTENTAÇÃO E FIXAÇÃO DOS MÚSCULOS

Os ossos funcionam como base estrutural para o corpo, sustentando os tecidos moles e fornecendo pontos de fixação para os tendões da maioria dos músculos esqueléticos. A forma do corpo está diretamente relacionada com o esqueleto, sem os ossos o corpo humano seria como, o corpo de uma larva. A posição ereta seria impossível.

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SISTEMA DE ALAVANCA

O movimento é produzido quando uma tração exercida pelos músculos esqueléticos incide sobre os ossos, no momento de sua contração. Pelo fato de muitos ossos se articularem e esta união óssea permitir movimentos, o esqueleto desempenha um papel importante na determinação do tipo e da amplitude do movimento que o segmento será capaz de fazer, bem como, a própria anatomia do osso acaba por limitar movimentos indesejáveis.

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ARMAZENAMENTO DE GORDURA E MINERAIS

Em  alguns ossos, no tecido adiposo, os lipídeos são armazenados no interior de sua cavidade medular, denominada medula óssea amarela que confere uma importante fonte de energia. O tecido ósseo é capaz de armazenar vários minerais, especialmente o cálcio e fósforo, que contribuem para a força e dureza dos ossos, assim como podem ser armazenados: magnésio, sódio, flúor e estrôncio. O osso também pode liberar minerais na corrente sanguínea, para manter os balanços minerais críticos e para distribuir minerais para outros órgãos.

Obs: No recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha e está envolvida na hematopoiese. Entretanto, com o avançar da idade, a produção de células sanguíneas diminui e a maior parte da medula passa a ser formada por adipócitos, sendo chamada então, de medula óssea amarela.

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HEMATOPOIESE

É o processo de formação, desenvolvimento e maturação de células sanguíneas na medula óssea vermelha, localizada no interior de alguns ossos como: osso do quadril, costelas, esterno etc.

Obs: A medula óssea vermelha produz eritrócitos, leucócitos e plaquetas.

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ANATOMIA DO OSSO

A disposição dos tecidos ósseos compactos e esponjoso em um osso longo é responsável por sua resistência. Os ossos longos contém locais de crescimento e remodelação nas estruturas associadas às articulações. As partes de um osso longo são as seguintes:

  • Diáfise
  • Epífise
  • Metáfise

Diáfise: (dia = através; / fise = crescimento): É a haste longa do osso (corpo do osso), porção principal longa e cilíndrica. Ele é constituído principalmente de tecido ósseo compacto, proporcionando resistência ao osso longo.

Epífise: (epi  = acima / fise = crescimento): São as extremidades alargadas de um osso longo. A epífise de um osso, articula, ou une, a um segundo osso, em uma articulação. Cada epífise consiste de uma fina camada de osso compacto que reveste o osso esponjoso e recoberto por cartilagem.

Metáfise: (meta = entre / fise = crescimento): Local onde há a união da epífise com a diáfise. Zona de crescimento de um osso.

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CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS

Há várias maneiras de classificar os ossos. Uma delas é classificá-los por sua posição topográfica, reconhecendo-se ossos axiais (que pertencem ao esqueleto axial) e apendiculares (que fazem parte do esqueleto apendicular). Entretanto, a classificação mais difundida é aquela que leva em consideração a forma dos ossos, classificando-os segundo a relação entre suas dimensões lineares (comprimento, largura ou espessura), em ossos longos, curtos, planos (laminares) e irregulares.

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OSSO LONGO: Seu comprimento é consideravelmente maior que a largura e a espessura. Consiste em um corpo ou diáfise e duas extremidades ou epífises. A diáfise apresenta, em seu interior, uma cavidade, o canal medular, que aloja a medula óssea. Exemplos típicos são os ossos do esqueleto apendicular: fêmur, úmero, rádio, ulna, tíbia, fíbula, falanges.

OSSO PLANO: Seu comprimento e sua largura são equivalentes, predominando sobre a espessura. Ossos do crânio, como o parietal, frontal, occipital e outros como a escápula e o osso do quadril, são exemplos bem demonstrativos. São também chamados de ossos laminares.

OSSO CURTO: Apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são excelentes exemplos.

OSSO IRREGULAR: Apresenta uma morfologia complexa não encontrando correspondência em formas geométricas conhecidas. As vértebras e os ossos temporais são exemplos marcantes.

Obs: Estas quatro categorias são as categorias principais de se classificar um osso quanto à sua forma. Elas, contudo, podem ser complementadas por duas outras:

OSSO PNEUMÁTICO: Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de seios. Os ossos pneumáticos estão situados no crânio: frontal, maxila, temporal, etmóide e esfenóide.

OSSO SESAMÓIDE: Se desenvolve na substância de certos tendões ou da cápsula fibrosa que envolve certas articulações. Os primeiros são chamados intratendíneos e os segundos periarticulares. A patela é um exemplo típico de osso sesamoide intratendíneos.

Assim, estas duas categorias adjetivam as quatro principais: o osso frontal, por exemplo, é um osso plano, mas também pneumático; o maxilar é irregular, mas também pneumático, a patela é um osso curto, mas é também um sesamoide (por sinal, o maior sesamoide do corpo).

 

DIVISÃO DO ESQUELETO HUMANO

Esqueleto Axial = Cabeça, Pescoço e Tronco.

Esqueleto Apendicular = Membros Superiores e Inferiores

 

ESQUELETO AXIAL

Estrutura de sustentação do corpo humano, através do eixo longitudinal. Consiste em ossos que se situam em torno do eixo: ossos do crânio, ossículos auditivos, hioide, costelas, esterno e vértebras (ossos da coluna). A cabeça óssea se divide em CRÂNIO (Neurocrânio) e FACE (Viscerocrânio) e é formada por 22 ossos.

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NEUROCRÂNIO

Parte do crânio formada por ossos que envolvem e protegem o encéfalo e os órgãos dos sentidos associados, compostos  por ossos cranianos e ossos faciais. Os ossos do crânio são afastados por tecido fibroso na fase em que o feto está em desenvolvimento e também na infância. Entre os ossos em desenvolvimento, existem os fontículos, pequenas áreas de tecido conjuntivo membranáceo, que permitem ao crânio alterar sua forma durante o parto e adaptam o cérebro durante o crescimento na infância, os fontículos sofrem a ossificação por volta de 20 a 24 meses de idade. Os ossos que formam o neurocrânio são:

CRÂNIO: É constituído por 2 ossos pares e 4 ímpares. Totalizando 8 ossos.

Pares = Parietais e Temporais

Ímpares = Frontal, Occipital, Esfenóide e Etmoide.

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VISCEROCRÂNIO

Esses ossos unidos a alguns ossos do crânio concedem a forma da face, denominando então o esqueleto facial. Os ossos da face constituem as aberturas do sistema respiratório e digestório, que amparam os dentes e promovem que os vários músculos que movimentam a mandíbula se sustentem neles. Os ossos do viscerocrânio são:

FACE: É constituída por 2, ossos ímpares e 6 pares. Totalizando 14 ossos.

Pares = Maxilas, Zigomáticos, Nasais, Lacrimais, Palatinos e Conchas Nasais Inferiores.

Ímpares = Mandíbula e Vômer.

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OSSÍCULOS AUDITIVOS

Os ossículos da orelha média amplificam as vibrações geradas pelas ondas sonoras que penetram pela orelha externa através da membrana do tímpano. As células sensoriais são assim estimuladas e os impulsos nervosos são transmitidos ao centro de audição, no cérebro, através do nervo auditivo. Sendo os ossículos: Martelo, Bigorna e Estribo.

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HIOIDE

O osso hioide em forma de U, não se articula com nenhum outro osso. Localiza-se à nível de C₃, situando-se na região do pescoço entre a mandíbula e a laringe. E tem como função sustentação e suporte a língua, favorecendo locais de fixação para alguns músculos do pescoço e da faringe.

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COSTELAS

A cavidade torácica contém 12 pares de costelas. São ossos alongados, que se articulam com as vértebras torácicas, em forma de semi-arcos, ligando essas vértebras torácicas ao esterno. As costelas são classificadas em:

7 Pares Verdadeiras: articulam se diretamente ao esterno.

3 Pares Falsas Propriamente Ditas: articulam-se indiretamente (cartilagens).

2 Pares Falsas Flutuantes: são livres

Obs: Sete pares são denominados costelas verdadeiras. E cinco pares são costelas falsas. São chamadas de costelas falsas pelo fato de não se articularem, diretamente, com o osso esterno. Três pares destas costelas (falsas) são unidos ao esterno através da cartilagem costal. E os Dois últimos pares são chamados de costelas flutuantes, pelo fato de terem uma extremidade livre (anterior ou ventral), sem ligação com o osso esterno ou com a cartilagem costal.

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ESTERNO

É um osso alongado e plano, situado no centro da parede torácica anterior. É um importante osso hematopoiético. O osso Esterno articula-se com as Clavículas e as Cartilagens das Sete (7) Primeiras Costelas. Apresenta-se em 3 partes: Manúbrio, Corpo e Processo Xifoide.

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COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral é constituída por 33 vértebras, é um pilar ósseo mediano que se articula com o crânio e costelas, fixa-se nos cíngulos dos membros superiores e inferiores. Os ossos da coluna formam dois quintos da altura e peso do corpo. E é composta por tecido conjuntivo e por uma série de ossos, chamados vértebras, as quais estão sobreposta em forma de uma coluna, daí o termo coluna vertebral.

E estão divididas em 5 grupos:

(C1 – C7) = Cervical

(T1 – T12) = Torácica ou Dorsal

(L1 – L5) = Lombar

(S1 – S5) = Sacro

(Co1 – Co4) = Cóccix

Obs: Total de 26 ossos na coluna vertebral.

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Assim finalizamos o esqueleto axial com o total de 80 ossos.

 

ESQUELETO APENDICULAR

 Forma os membros e constitui o esqueleto apendicular. A união entre estas duas porções se faz por meio dos cíngulos dos membros superiores (torácico), constituído pela escápula e clavícula e dos membros inferiores (pélvico), constituído pelos ossos do quadril. Essas estruturas permitem o movimento do esqueleto apendicular, além dos ossos dos membros Superiores e Inferiores, eles se conectam com os ossos do esqueleto axial.

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CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR

Formado pelos ossos escápulas e clavículas, fixam o esqueleto apendicular superior no esqueleto axial. O cíngulo do membro superior (ou cintura superior) possui grande liberdade de movimento, fundamental para direcionar a mão no espaço.

Clavícula: Osso par, alongado, de fácil identificação devido a sua localização próxima ao subcutâneo. Localizados na parte anterior e superior do tronco, na base do pescoço. A clavícula se articula com o esterno é com a escápula, sendo o único meio de ligação direto entre o esqueleto apendicular superior e o esqueleto axial. As clavículas protegem o feixe vasculonervoso que se direciona para os membros superiores, serve de fixação muscular e mantém o membro superior em posição, suspendendo-o.

Escápula: Osso par, laminar. É um osso de fácil localização superficial, localizado na região superior e lateral do dorso. A escápula se articula com a clavícula e com o úmero diretamente. De maneira indireta, a escápula se articula com as costelas, separada destas pela musculatura do tronco.

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MEMBROS SUPERIORES

São constituídos pelos ossos: úmero, rádio, ulna, carpais, metacarpais e falanges.

Úmero: Osso par, longo, localizado no braço. O úmero é o maior osso do esqueleto apendicular superior. Sua extremidade proximal (epífise proximal) é dilatada e arredondada (cabeça do úmero), se articula com a cavidade glenoidal da escápula. Seu grande corpo é recoberto pelos músculos do braço, enquanto que a extremidade distal (epífise distal) forma o cotovelo. Na epífise distal reconhecemos o côndilo do úmero, formado pela tróclea (medial, articula-se com a ulna) e o capítulo (lateral, articula-se com o rádio).

Ulna: Osso longo, localizado medialmente no antebraço. Articula-se com o úmero e o rádio, formando a articulação do cotovelo. A projeção saliente, localizada na parte posterior e proximal do cotovelo é formada pelo olecrano. Também se destaca o processo estilóide da ulna, uma projeção subcutânea localizada na parte medial e distal do antebraço.

Rádio: Osso par, longo, localizado lateralmente no antebraço. Articula-se proximalmente com o úmero e a ulna, formando a articulação do cotovelo e, distalmente se articula com os ossos do carpo (escafóide e semilunar), formando a articulação radiocarpal (articulação do punho).

ESQUELETO DA MÃO

Formado pelos ossos carpais, metacarpais e falanges. Os ossos carpais (punho) e os metacarpais constituem o esqueleto da palma e dorso da mão, enquanto que, as falanges (proximais, médias e distais) são os ossos dos dedos.

Ossos carpais: São ossos curtos, pares, em número de oito em cada mão. Dividem-se em ossos da fileira proximal e ossos da fileira distal do carpo. Os ossos da fileira proximal do carpo são de lateral para medial: escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme. O osso pisiforme se localiza anteriormente ao piramidal, além de ser um osso curto também é classificado como osso sesamóide. Os ossos da fileira distal do carpo são de lateral para medial: trapézio, trapezóide, capitato (maior osso do carpo) e hamato. O osso trapezóide se articula com o primeiro osso metacarpal, constituindo uma articulação móvel diferenciada em relação aos outros dedos, permitindo a grande independência móvel do primeiro dedo (polegar). O osso hamato apresenta um gancho em sua face anterior, denominado de hámulo do hamato.

Ossos metacarpais (I-V): Ossos longos, numerados de Iº ao Vº de lateral para medial. Os ossos metacarpais apresentam uma base, que se articula com os ossos da fileira distal do carpo; um corpo curvo de concavidade anterior e; uma cabeça que se articula com a base da falange proximal. Não é um achado incomum a presença de dois ossos sesamóides próximos à cabeça do primeiro osso metacarpal.

Falanges: Ossos longos são dividias em proximal, média e distal. O primeiro dedo da mão (polegar) não possui a falange média. Apresentam uma base e corpo (falanges proximais, médias e distais). Na região distal das falanges proximais e médias é observado a tróclea da falange, enquanto que, nas falanges distais a tróclea é substituída pela tuberosidade das falanges.

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CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR

Formado pelos ossos do quadril, que se fixam no esqueleto axial devido à articulação com o osso sacro (articulações sacroilíacas). Os ossos do quadril se articulam anteriormente entre si e cada um recebe o fêmur, formando a articulação do quadril. O cíngulo do membro inferior é um local de transmissão de forças, principalmente o peso do esqueleto axial.

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Osso do quadril: osso par, laminar. Na criança e no adolescente o osso do quadril é dividido em três partes: ílio, ísquio e púbis. No início da vida adulta, estas partes sofrem sinostose (na região do acetábulo, cavidade em forma de taça, localizada na parte lateral do osso do quadril). O ílio é a maior parte do osso do quadril e forma o contorno da cintura, a crista ilíaca, que pode ser facilmente palpada na região anterior. O ísquio é localiza-se na parte posterior e inferior, o local que apoiamos na postura sentada é denominado de túber isquiático. O púbis é a porção anterior e inferior do osso do quadril, articula-se com o púbis do lado oposto.

 

MEMBROS INFERIORES

São constituídos pelos ossos: fêmur, patela, tíbia, fíbula, tarsais, metatarsais e falanges.

Fêmur: Osso par, longo, localizado na coxa. É o maior osso do corpo, estima-se que o tamanho do fêmur é referente a um terço do tamanho do indivíduo. Em sua epífise proximal é fácil de localizar a cabeça do fêmur, esta se une ao corpo por meio do colo do fêmur. Na parte interna do colo do fêmur, a substância óssea esponjosa se distribui de forma especial, formando arranjos transversais que se orientam de acordo com a distribuição de peso. O corpo do fêmur é preenchido por medula óssea amarela, sendo o local de maior concentração desta medula. A epífise distal do fêmur, arredondada, é denominada de côndilos, que formam parte da articulação do joelho.

Patela: Osso par, curto e o maior dos ossos sesamoides. Articula-se com a extremidade distal e anterior do fêmur. Forma uma importante polia para o músculo quadríceps (músculo anterior da coxa).

Tíbia: Osso par, longo e localizado na parte medial da perna. Sua face ântero-medial não é revestida por músculos estando recoberta de profundo para superficial pelo: periósteo, tela subcutânea e pele (conhecida popularmente como canela). Articula-se superiormente com os côndilos do fêmur, formando a articulação do joelho e, inferiormente se articula com o tálus (osso do tarso), para formar a articulação talocrural (tornozelo).

Fíbula: Osso par, longo e localizado na região lateral da perna. A fíbula não faz parte da articulação do joelho proximalmente, entretanto, participa da formação da articulação talocrural.

ESQUELETO DO PÉ

Formado pelos ossos tarsais, metatarsais e falanges. Outras divisões são comuns de serem encontradas como: retropé (tálus e calcâneo), médiopé (navicular, cubóide e cuneiformes) e antepé (metatarsos e falanges proximais, médias e distais). Quase todos os ossos se unem por articulações sinoviais, conferindo mobilidade necessária para se adaptar a forças longitudinais aplicadas sobre o pé e, se moldar aos diferentes tipos de superfícies durante a marcha. Os ossos do pé formam arcos de sustentação e distribuição do peso corpóreo. Os arcos são: sagital medial (tálus, calcâneo, navicular, cuneiformes, primeiro, segundo e terceiro ossos metatarsais), sagital lateral (tálus, calcâneo, cubóide, quarto e quinto ossos metatarsais) e, transversal (navicular, cubóide, cuneiformes e a base dos ossos metatarsais).

Ossos tarsais: Ossos pares e curtos. São sete ossos tarsais em cada pé. O tálus se articula com os ossos da perna superiormente, inferiormente com o osso calcâneo e anteriormente com o osso navicular. O osso cubóide se articula com o osso calcâneo posteriormente, com o osso navicular medialmente e recebe as bases do quarto e quinto ossos metatarsais. Os cuneiformes se articulam as bases do primeiro, segundo e terceiro ossos metatarsais.

Ossos metatarsais: Ossos longos, numerados do primeiro ao quinto de medial para lateral. A extremidade proximal de um osso metatarsal é denominada de base, a parte é a cabeça e, entre as extremidades o corpo do osso metatarsal. Frequentemente encontra-se na região da cabeça do primeiro osso metatarsal dois ossos sesamóides.

Falanges: São ossos longos dividias em proximal, média e distal. O primeiro dedo da mão é denominado de hálux e, como na mão não possui a falange média. As falanges proximais e médias apresentam uma base, corpo e tróclea, enquanto que as falanges distais apresentam uma base, corpo e tuberosidade.

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Assim finalizamos o esqueleto apendicular com o total de 126 ossos.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.

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Profª, Me. MÁRCIA PRAIA,  Anatomia e Fisiologia Humana. Amazonas: Manaus, 2016/2017.